
A colonização do Japão no Brasil teve seu início no começo do século XX e foi marcada pela formação de núcleos de colonização.
Shuhei Uetsuka foi um pioneiro da imigração japonesa no Brasil, que criou duas colônias e ajudou no desenvolvimento da colônia:
- Itacolomi: primeira colônia de Uetsuka, criada em 1918, no atual Bairro de Bom Sucesso, em Promissão.
- Guaimbê: o segundo núcleo de Uetsuka, criado em 1923, em terras adquiridas às margens do córrego Guaimbê.
Atualmente, o Brasil tem a maior população de descendentes de japoneses fora do Japão, mas o número de cidadãos japoneses é menor.
O motivo da imigração japonesa foi de ambos os países, o Brasil precisava de mão-de-obra e o Japão queria aliviar a tensão social.
A imigração japonesa no Brasil tem como marco inicial a chegada do navio Kasato Maru, em Santos, no dia 18 de junho de 1908. Do porto de Kobe a embarcação trouxe, numa viagem de 52 dias, os 781 primeiros imigrantes vinculados ao acordo imigratório estabelecido entre Brasil e Japão, além de 12 passageiros independentes.
A maior parte dos imigrantes ficaram no Estado de São Paulo, mas também se espalharam por todo o território brasileiro.
A imigração japonesa deixou suas marcas na cultura brasileira, como na culinária, o chá, a moda, as cerejeiras, os esportes, a tecnologia, o mangá e a arte do bonsai.
A cerimônia do chá
A cerimônia do chá é uma arte que envolve vários elementos, como arquitetura, artesanato, culinária, flores, incenso, paisagismo, poesia waka e tradição zen. A tradição começou no século XVI e, nas cerimônias mais formais, pode incluir refeições e durar até quatro horas.
A cerimônia, também conhecida como Chanoyu, é um ritual que envolve a preparação e o consumo do chá matcha. É uma expressão cultural que vai além da bebida, representando um momento de paz, introspecção e conexão espiritual.
A difusão da Cerimônia do Chá no Brasil começou em 1954, quando o Grão-mestre Herdeiro Sen Sôkô e o Mestre Naya Yoshiharu vieram ao país para divulgar a cultura do Chadô
No Brasil podemos apreciar as cerimônias de chás através de eventos como: Cerimônia do Chá na Oomoto, Curso de Chanoyu, Centro de Chado Urasenke do Brasil, Fundação Mokiti Okada.
E também em vários lugares do Brasil como no Parque do Japão, que fica em Maringá-PR. Dentro do Parque do Japão tem a Casa de Chá – Chanoyu, que é onde acontece o ritual tradicional da Cerimônia do Chá, e também é um lugar lindo para se conhecer e prestigiar.



Culinárias Japonesa
Além do sushi, a chegada dos imigrantes possibilitou a incorporação de uma variedade de frutas, verduras e legumes, como caqui, maçã, pera, acelga, espinafre japonês, brotos de feijão, broto de bambu, rabanete, abóbora cabotiá entre uma diversidade de produtos, enriquecendo a culinária nipo-brasileira.
Diferenças entre a comida japonesa tradicional e a preparada no Brasil
Algumas alterações tiveram que ser feitas na culinária japonesa aqui no Brasil, para poder adequar os ingredientes disponíveis na época.
Na culinária japonesa, o arroz é feito para ficar mais molhado e quase sem tempero, já o arroz dos brasileiros sempre é bem temperado, com alho, cebola e sal.
No Japão o molho shoyu é utilizado em pouco quantidade, e já no Brasil nós exageramos.
O wasabi ou raiz forte está presente em quase toda culinária japonesa, mas aqui no Brasil quase não utilizamos.
alguns sushis como o hossomakis e uramakis o Brasileiro personalizou utilizando cream cheese, o que foge totalmente do tradicional japonês.
Muitas das comidas e ingredientes do Japão você encontra em diversas lojas de produtos orientais importados por todo o Brasil.
Em Campo Mourão por exemplo temos o KAERU Produtos Orientais que vende desde algas, salgadinhos, chocolates, lámen, balas, temperos, oniguiri, molhos, arroz japonês, e muitas diversidades do Japão, e também da Coreia do Sul. Tudo de ótima qualidade! E o atendimento do casal que são descendentes de japoneses é ótimo e super acolhedor.


KAERU Produtos Orientais
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Lugares que tem mais japoneses
A cidade de São Paulo é a que conta com a maior comunidade japonesa do Brasil. O bairro da Liberdade tem toda a atmosfera do Japão, com fachadas escritas com ideogramas e a arquitetura tradicionalmente oriental.
Paraná: a região do Paraná concentra a maior parte da população de origem japonesa na região Sul do país.
Ivoti, Rio Grande do Sul: a cidade tem uma colônia japonesa que produz uvas, kiwi, hortaliças e flores.
Tomé-Açu, Pará: a cidade tem a terceira maior colônia japonesa do Brasil, sendo resultado da chegada de cientistas japoneses em 1926.
Festivais do Japão no Brasil
Tanabata Matsuri: O maior festival japonês de rua do mundo, realizado na Praça da Liberdade, em São Paulo. O nome significa “festival das estrelas” e é inspirado em uma lenda japonesa sobre duas estrelas separadas pela Via Láctea.
Okinawa Festival: Evento que simboliza a presença da cultura japonesa em São Paulo e é organizado por imigrantes.
Bon Odori Salvador: Um dos maiores festivais japoneses do Brasil fora de São Paulo, realizado no Parque de Exposições de Salvador.
Festival do Japão em Brasília: Um dos mais importantes festivais do Centro-Oeste brasileiro, realizado no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade.
Festival do Japão em Curitiba: Um dos mais tradicionais festivais do sul do Brasil, organizado pela Associação Cultural e Beneficente Nipo-Brasileira de Curitiba.
Festival do Japão em Manaus: Um dos maiores festivais da região Norte, realizado pela Associação Nipo-Brasileira da Amazônia Ocidental (NIPAK).
Sakura Matsuri: existem vários festivais de cerejeiras, que acontecem em diferentes locais, como São Paulo, Campos do Jordão, São Roque, Garça, Ibiúna, Itapetininga, Itapevi e Suzano.



Fascinante e milenar, a cultura japonesa encanta não apenas pelos seus símbolos e ritos, mas também pelos valores que preserva. Diferente de tudo que conhecemos no Brasil, a cultura nipônica é uma atração por si só, com o respeito no núcleo de cada ação.
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